domingo, 6 de janeiro de 2019

CURSOS - PATRIMÔNIO, ARTE, PRESERVAÇÃO


Museologia


Conheça a profissão de Museologia, entenda o que faz um especialista nesta área e saiba onde estudar para se tornar um museólogo!


A Museologia estuda as relações entre a sociedade e seu patrimônio. É a ciência que se ocupa da conservação, organização e promoção de acervos, que podem ser artísticos, históricos, científicos, culturais e até mesmo coleções particulares.

O museólogo é um profissional que atua na área de cultura e patrimônio e tem suas atividades voltadas à investigação, preservação e comunicação dos bens culturais materiais (como pinturas, esculturas ou construções) e imateriais (como tradições ou folclore).

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Entenda um pouco mais sobre a profissão em Museologia, qual o perfil deste profissional e saiba onde estudar para se especializar nesta área!

Sobre Museologia

Ao contrário do que muitos possam pensar, o museólogo não trabalha apenas em museus. Suas atividades estão ligadas ao patrimônio cultural produzido pelo homem, como por exemplo: obras arquitetônicas, tradições populares, monumentos, manifestações artísticas, folclore, etc.

O museólogo tem como principais objetivos preservar e expor peças de valor histórico, cultural ou científico, e transmitir conhecimentos através de ações culturais envolvendo o acervo destas peças.


O curso de Museologia ainda não é muito conhecido. São poucas as instituições de ensino no Brasil que oferecem esta graduação e também são poucos os profissionais formados por ano nesta área.

A formação de nível superior em Museologia prepara profissionais com uma boa base de conhecimentos em História da Arte e História Geral. Além disso, o estudante aprende sobre a gestão de museus, conservação de acervos, documentação museológica, catalogação de peças e muito mais. É imprescindível que um profissional especializado em Museologia tenha interesse por história, cultura e artes, seja meticuloso e organizado.

Dentre as possíveis áreas de atuação de um museólogo, destacamos as seguintes:

Aquisição de obras

O museólogo é responsável por estabelecer políticas de aquisição de obras para compor o acervo de uma instituição ou para montar uma exposição.

Ele entra em contato com outros museus, empresas, instituições ou colecionadores particulares e cuida da documentação necessária para o empréstimo, venda ou permuta de obras.

Administração de Espaços Culturais


O museólogo se envolve em todas as questões relacionadas com o planejamento, execução e coordenação das atividades realizadas nestes espaços. Algumas de suas principais atividades são:
Planejar e gerenciar os serviços educativos e atividades culturais da instituição.
Executar todas as atividades necessárias para o funcionamento do museu.
Definir o espaço adequado à apresentação ou armazenamento das coleções.

Organização de Exposições

O museólogo seleciona as peças que farão parte da exposição, coleta informações relacionadas a elas e determina a melhor maneira de dispor e apresentar as obras. Para isto ele leva em consideração o perfil do público, o local e o tipo de instalação onde a exposição ocorrerá.

Conservação e Restauração

O museólogo preocupa-se com a conservação das obras quando estão guardadas, expostas ou sendo transportadas. Ele define e controla as condições do ambiente (como a incidência de luz, temperatura e umidade), a maneira como as obras são armazenadas e o tipo de embalagem adequada para o transporte seguro das peças.

Ele também avalia as obras e identifica quais necessitam de restauração.

Documentação e Catalogação

A organização do acervo é a principal atividade desta área da Museologia. Aqui o museólogo identifica, numera e fotografa as peças, controla a entrada e saída de cada item, realiza perícias para identificar o valor histórico, científico ou artístico de bens e averigua sua autenticidade.

Também faz parte de seu trabalho solicitar o tombamento de bens culturais, ou seja, o reconhecimento do valor histórico ou cultural desses bens e transformação deles em patrimônio.

Memória Empresarial

O museólogo pode trabalhar em empresas públicas ou privadas organizando seus acervos. Ele atua pesquisando e recuperando documentos e a história da instituição. Suas atividades englobam realizar um levantamento do acervo para então catalogar e inventariar cada peça ou documento.
Mercado de trabalho para Profissionais de Museologia

A profissão de museólogo é regulamentada e, para exercer suas atividades, o profissional deve se cadastrar no Conselho Regional de Museologia (COREM) do estado onde trabalha.

Além de atuar em museus de diversos tipos, como arqueológicos, etnográficos, de história e arte, de ciência e tecnologia ou comunitários, o museólogo encontra oportunidades de emprego junto a órgãos culturais e educacionais. Veja alguns exemplos:

  • Centros de memória
  • Fundações culturais
  • Galerias de arte
  • Universidades
  • Planetários
  • Institutos de pesquisa
  • Centros de documentação e informação
  • Antiquários
  • Parques e reservas ambientais
  • Bibliotecas
  • Coleções públicas e particulares
  • Sítios históricos e arqueológicos

Algumas instituições públicas realizam concursos para museólogos, como é o caso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e de algumas universidades.


Como se especializar em Museologia

O curso superior em Museologia é do tipo bacharelado e tem duração média de 4 anos. São poucas as instituições de ensino credenciadas pelo MEC que oferecem esta graduação. Ao todo, no País, existem apenas 16 universidades que possuem o bacharelado em Museologia. Confira algumas delas:



Profissionais com diploma de curso superior em áreas afins podem optar por cursos de pós-graduação em Museologia.

Também é possível ingressar nesta carreira através de um curso técnico em Museologia que é oferecido por instituições de ensino públicas e privadas de todo País.

Veja também:

Quanto ganha um historiador?

Você acha importante preservar a história e a cultura de nossa sociedade? Gostaria de seguir carreira na área da Museologia? Compartilhe suas ideias conosco aqui nos comentários!




Fonte: https://www.guiadacarreira.com.br/profissao/museologia/

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

TRENZINHO DO CAIPIRA - VILLA-LOBOS



Heitor Villa-Lobos


 Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".

Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.

No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.

Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.


Em 1919, apresentou-se em Buenos Aires, com o Quarteto de Cordas no 2. Na semana da Arte Moderna de 1922, o aceitou participar dos três espetáculos no Teatro Municipal de São Paulo, apresentando, entre outras obras, "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana".

Em 30 de junho de 1923, Villa-Lobos viajou para Paris com recursos obtidos graças a projeto aprovado pela Câmara dos Deputados. Um grupo de amigos e os irmãos Guinle também se propuseram a subvencionar sua estada na Europa. Com o apoio do pianista Arthur Rubinstein e da soprano Vera Janacópulos, Villa-Lobos foi apresentado ao meio artístico parisiense e suas apresentações fizeram sucesso.

Retornou ao Brasil em final de 1924. Em 1927, voltou à Paris com sua esposa Lucília Guimarães, para fazer novos concertos e iniciar negociações com o editor Max Eschig. Três anos depois, voltou ao Brasil para realizar um concerto em São Paulo. Acabou por apresentar seu plano de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com 12 mil vozes. Após dois anos assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística. A partir de então, a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto. Em 1933, foi organizada a Orquestra Villa-Lobos.

Villa-Lobos apresentou seu plano educacional, em 1936, em Praga e depois em Berlim, Paris e Barcelona. Escreveu à sua esposa Lucília pedindo a separação, e assumiu seu romance com Arminda Neves de Almeida, que se tornou sua companheira. De volta ao Brasil, regeu a ópera "Colombo" no Centenário de Carlos Gomes e compôs o "Ciclo Brasileiro" e o "Descobrimento do Brasil" para o filme do mesmo nome produzido por Humberto Mauro, a pedido de Getúlio Vargas.

Em 1942, quando o maestro Leopold Stokowski e a The American Youth Orchestra foram designados pelo presidente Roosevelt para visitar o Brasil O maestro Stokowski realizou concertos no Rio de Janeiro e solicitou a Villa-Lobos que selecionasse os melhores músicos e sambistas, a fim de gravar a Coleção Brazilian Native Music. Villa-Lobos reuniu Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Cartola e outros, que sob sua batuta realizaram apresentações e gravaram a coletânea de discos, pela Columbia Records.

Em 1944/45, Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.

Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em novembro de 1959.





O TRENZINHO DO CAIPIRA





Partitura do Trenzinho do Caipira - Villa-Lobos






Trenzinho Caipira
Música: Heitor Villa Lobos
Letra: Ferreira Gullar

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra,
Vai pela serra, vai pelo mar
Correndo entre as estrelas a voar
Cantando pela serra ao luar
No ar, no ar, no ar.

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra,
Vai pela serra, vai pelo mar
Correndo entre as estrelas a voar
Cantando pela serra ao luar
No ar, no ar, no ar.


Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras Nº 2 - IV. Tocata (O trenzinho do caipira) . Minczuk


NCO: The Little Train of the Caipira, Villa-Lobos


TRENS E PAISAGENS














TRABALHO INDIVIDUAL (9ºS ANOS)

*Criar uma releitura utilizando os materiais da lista abaixo:

  • Papel canson A3 (cada aluno usará uma folha)
  • Lápis de cor
  • Lápis HB, 2B, 3B, 4B, 6B etc
  • Giz de cera
  • Tintas: guache; acrílica; plástica; aquarela, etc... pincéis...
  • Revistas, impressos, papeis coloridos, estampados, texturizados, etc... tesoura, cola bastão...
  • Canetinhas coloridas ou canetinha preta
  • Régua
  • Papel color set preto ou papel cartão preto (para a moldura do trabalho – tiras de 2cm de largura)
Importante:
Dos materiais de pintura, desenho e colagem, escolher somente o que vai utilizar em seu trabalho.







sexta-feira, 14 de setembro de 2018

RELEITURAS A PARTIR DE ASA BRANCA

ASA BRANCA
(Luís Gonzaga)



Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Links:
O sertão visto de diferentes formas
Vaqueiro nordestino


Antonio Carneiro Dourado (A Karneiro)

Antonio Carneiro Dourado (A Karneiro)

Valéria Souza

Desconhecido

Rosângela Borges

A Grande Mãe Nordestina - Eduardo Lima


As moças de Arcozelo (1940) - Portinari

Antonio Carneiro Dourado (A Karneiro)

Antonio Carneiro Dourado (A Karneiro)

Rosângela Borges


O Vaqueiro Nordestino - Desconhecido


Foto de paisagem sertaneja

Desconhecido

Foto de paisagem sertaneja

Antonio Carneiro Dourado (A Karneiro)

Dom Quixote Nordestino - Ricardo Carvalheira


Vidas Secas - Aldemir Martins (para o livro de Graciliano Ramos)

Aldemir Martins (Vidas Secas, Graciliano Ramos)


Cangaceiro - Aldemir Martins

Criança Morta - Cândido Portinari

Vaqueiro misterioso - Lendas e Mitos

Os Retirantes - Cândido Portinari

Releitura de Retirantes de Portinari





segunda-feira, 13 de agosto de 2018

DESIGN E GEOMETRIA


  • DESIGN


Design é a palavra em inglês para desenho, do verbo latino designare, que significa traçar, apontar, mostrar uma direção. Além de se preocupar com a estética de um produto, o designer busca a sua funcionalidade. Ele cria e desenvolve projetos gráficos ou de comunicação visual, ou de concepção de objetos ou peças dos mais diversos tipos, a serem produzidos em grande escala.

Na área gráfica, cria logotipos, define a formatação das páginas de uma publicação, como jornais e revistas, definindo o tipo e o tamanho das letras e a disposição das imagens.

Pode trabalhar em meio digital, desenvolvendo interfaces para sites, games e dispositivos móveis, como celulares, smartphones e tablets. Neste caso, atua em editoras, agências de publicidade, birôs de computação gráfica e produtoras de mídia digital.


No desenho industrial, trabalha com produtos de consumo, como eletrodomésticos, mobiliário, lustres, vestuário e joias. Ou na fabricação de instrumentos e equipamentos médico odontológicos, como camas para hospitais e instrumentos para dentistas. Pode desenhar, ainda, peças da construção civil, como azulejos e cerâmicas.

Por fim, o designer trabalha no setor de máquinas e equipamentos, desenhando peças a serem usadas pelas fábricas em seus processos de produção. Dependendo da área de atuação, o designer convive no dia a dia com arquitetos, profissionais de marketing, jornalistas, editores, engenheiros e especialistas em informática. Você pode ingressar na carreira como tecnólogo.


Mais informações no link a seguir:

  • Design de embalagens: tudo que você precisa saber antes de criar a sua


Uma embalagem bem construída é essencial para o sucesso das empresas neste mercado tão competitivo. Por isso, investir no design de embalagens é uma necessidade que vai tornar mais fácil a tarefa de transportar, expor e vender o seu produto.



  • As principais funções das embalagens 

A embalagem serve para… Embalar! Certo, mas além do óbvio, muitas outras funções são de responsabilidade desse item tão importante.

  • Funções primárias

Aqui tratamos do básico, como citamos: serve para conter, proteger e transportar produtos.

  • Econômicas

É um item que impacta na formação de preço e no custo de produção.

  • Mercadológicas

A embalagem transmite informações sobre o produto, desperta o interesse do consumidor no ponto de venda e é um suporte para ações promocionais.

  • Conceituais

Agrega valor ao produto, ajuda a construir sua imagem e a formar conceitos sobre o fabricante.



  • Sociocultural

Expressa os valores e características regionais da empresa e do público-alvo dos produtos.


  • Meio ambiente

É um importante componente do lixo urbano e deve ser pensada também sob esse aspecto.

Como podemos ver, são muitos os itens a serem levados em conta na hora de projetar uma embalagem. Um profissional de design qualificado para a criação é capaz de considerar todos esses aspectos.


  • O que é design de embalagens?

O termo “design” tem sido aplicado em diversas áreas e até perdeu o sentido original em alguma delas. Aqui, trataremos da atividade de projetar objetos, impressos, tecidos, estamparia e rótulos.

Assim, o design de embalagens é uma metodologia que leva em consideração a função do objeto, as características da matéria-prima, a tecnologia disponível na linha de produção e as necessidades do mercado e dos clientes.

Analisar cada uma dessas características e combinar os melhores aspectos para a realidade da sua empresa é o que vai produzir uma embalagem eficiente e atrativa.


  • Pense nas formas

As primeiras embalagens tinham a função essencialmente de armazenar produtos e suas formas variavam com a característica do conteúdo. Sacas serviam para guardar grãos e farinhas, garrafas e jarros eram usados para bebidas, azeites e outros líquidos.

Hoje, com o desenvolvimento da tecnologia e as infinitas possibilidades de materiais e texturas, pensar o formato da embalagem deve ser muito mais que um aspecto técnico. É possível diferenciar seu produto, agregar valor a ele e atrair clientes investindo no formato das embalagens.

Um exemplo claro são as embalagens de arroz. Tradicionalmente, o produto é embalado em sacos plásticos transparentes, em dois tamanhos e com impressão colorida. Esse é o padrão do mercado. Com a onda da gourmetização e a popularização de outras variedades, foi necessário diferenciar a maneira de armazenar e divulgar. Hoje já é comum encontrar arroz em caixas de papelão, que permitem a impressão em maior qualidade de cor e imagem, são mais atraentes ao consumidor e dão a percepção e um produto mais sofisticado e valioso.

O formato das embalagens é também um forte aliado na construção da identidade da marca. Quem não reconhece de longe a inconfundível garrafa da Coca-cola? É fácil diferenciar na gôndola o que é Nescau e o que é Toddy, certo? Esses são exemplos clássicos de imagens já consolidadas, mas sua empresa pode e deve investir nesse aspecto para criar seu próprio conceito.


  • Defina a identidade visual do seu produto

Cada um dos itens do seu mix de produtos deve ter um logotipo, uma cartela de cores e alguns elementos visuais específicos. Isso faz com que o consumidor reconheça facilmente a sua marca e associe a embalagem com os outros itens de comunicação da empresa.

Ao trabalhar com uma linha de produto, as embalagens devem ser pensadas em conjunto para formar uma unidade visual. A coerência entre as características de cada peça vai garantir que elas sejam reconhecidas como partes de um todo.


  • Faça propaganda na embalagem

Crie um slogan ou uma chamada publicitária e insira na embalagem. Isso vai ajudar a divulgar mais as características do seu produto. Só fique atento ao conteúdo dessa mensagem, pois a legislação aplica punições às promessas descabidas ou que induzem ao erro.

É possível também aproveitar o verso da embalagem para promover outros produtos da empresa, divulgar alguma ação e despertar o interesse do consumidor. Outra dica é manter bem visíveis os endereços das redes sociais.


  • Invista nas embalagens promocionais

Datas comemorativas são ótimas oportunidades de aumentar as vendas. Se seu produto tem rotatividade rápida no mercado, vale a pena investir em embalagens temáticas para Natal, dia das Mães ou dos Namorados, por exemplo.

Outra opção são as embalagens que oferecem quantidades extras de produto. “Compre 3 e pague 2”, “leve 100 ml a mais” ou “ganhe o produto X na compra do produto Y” são algumas possibilidades de atração de clientes. Itens colecionáveis também fazem sucesso: como latas, copos e caixas decoradas, que costumam ir além do armazenamento do produto e continuam sendo usados depois.

Planeje o calendário promocional da sua empresa para verificar quais ações são viáveis e quais datas têm maior impacto e interesse do seu público-alvo.



  • Tecnologia como aliada da criatividade 

Pesquise as tecnologias disponíveis e fique atento aos lançamentos do setor para conhecer todas as possibilidades de desenvolvimento de embalagens para os seus produtos.

Vale a pena visitar feiras, procurar novos fornecedores e materiais inusitados. As frequentes inovações do mercado são ótimas oportunidades de sair na frente e oferecer aos clientes embalagens mais atrativas e com mais qualidade.

Todas essas dicas só funcionarão de verdade se você conhecer o seu cliente. Fique atento às mudanças e mantenha um canal de comunicação aberto para receber críticas e sugestões. Assim, você poderá monitorar o que está funcionando ou não e ajustar o caminho, caso seja necessário.

















  • Poliedros

Os poliedros são figuras que fazem parte da geometria espacial, ou seja, possuem três dimensões (comprimento, largura e altura), formados de vértices, arestas e faces.

As faces do poliedro são formadas por polígonos (figura plana composta de n lados) e as arestas e os vértices correspondem aos lados e aos vértices dos polígonos.

Origem da palavra poliedro

O termo poliedro tem sua origem no idioma grego: 

póly (vários) + hedra (faces). 

Poliedro refere-se aos sólidos geométricos de várias faces.


Classificação dos Poliedros





Os poliedros são classificados em regulares e não regulares. Dessa forma, os poliedros regulares surgem quando suas faces formam polígonos regulares e congruentes.

Por sua vez, os poliedros não regulares são formados por polígonos regulares e irregulares.

  • Poliedros Regulares

Os poliedros regulares convexos são formados pelos cinco “Sólidos Platônicos” ou “Poliedros de Platão”, a saber: tetraedro, hexaedro (cubo), octaedro, dodecaedro, icosaedro.


  • Tetraedro: sólido geométrico formado por 4 vértices, 4 faces triangulares e 6 arestas.

  • Hexaedro: sólido geométrico formado por 8 vértices, 6 faces quadrangulares e 12 arestas.

  • Octaedro: sólido geométrico formado por 6 vértices, 8 faces triangulares e 12 arestas.




  • Dodecaedro: sólido geométrico formado por 20 vértices, 12 faces pentagonais e 30 arestas.



  • Icosaedro: sólido geométrico formado por 12 vértices, 20 faces triangulares e 30 arestas.




  • Poliedros Não Regulares

Os poliedros não regulares são sólidos geométricos com faces formadas por polígonos regulares e irregulares, os mais conhecidos são o prisma e a pirâmide.

  • Prisma: sólido geométrico formado por uma face superior e inferior planas e congruentes. Ademais, suas laterais são compostas de paralelogramos ou quadriláteros. Importante destacar que dependendo da inclinação das arestas laterais, os prismas são classificados em retos ou oblíquos.


  • Pirâmide: sólido geométrico formado por uma base poligonal e um vértice (vértice da pirâmide) que une todas as faces laterais triangulares. Note que o número de lados do polígono da base corresponde o número de faces laterais da pirâmide.



  • Pentaedro

Na geometria um pentaedro é um poliedro com cinco faces. Eles são de dois tipos: Com uma face em forma de quadrilátero e quatro em forma triangular , ou seja, uma pirâmide , o que irá ser regular ou irregular, dependendo da forma da base. Três rostos em forma de anel e duas faces triangulares adjacentes não adjacentes, que é um prisma triangular, um tronco de pirâmide truncada ou de outra. Não pode haver pentaedros regulares ou seja, sem sólidos platônicos cinco faces.

Duas formas construídas com polígonos regulares são a pirâmide quadrada e o prisma triangular.

O filósofo e matemático grego Platão, ao estudar os poliedros regulares, relacionou cada um deles com os elementos da natureza, a saber: tetraedro (fogo), hexaedro (terra), octaedro (ar), dodecaedro (universo) e icosaedro (água).
    • Paralelepípedos


    Paralelepípedos são sólidos geométricos formados apenas por faces planas e poligonais. Eles são prismas cujas bases são paralelogramos.

    Os paralelepípedos são sólidos geométricos tridimensionais que pertencem ao conjunto dos prismas. Para que um prisma seja considerado paralelepípedo,basta que suas bases sejam paralelogramos.



     

    Planificações


     






     





    Elementos de um poliedro

    • Faces : As faces de um poliedro são formadas por polígonos (triângulos, quadriláteros, pentágonos, entre outros). 
    • Arestas: Aresta é a reta que se origina a partir da interseção de dois planos (polígonos) que formam um ângulo.


    • Vértices: 

    Um vértice é o ponto comum entre os lados de uma figura geométrica, ou o encontro de duas semi-retas, normalmente numerado, dos dois lados de um polígono ou de três (ou mais) faces e arestas de um poliedro.


    MMR – MÉTODO DE MELHORIAS E RESULTADOS

    • Série – 9ºs anos A, B, C e D
    • Disciplina – Arte
    • Tema – Geometria
    • Título – Design e Geometria
    • Desenvolvimento:
    1. Conversa sobre o que será trabalhado em sala de aula e texto sobre Design e projeção de exemplos de poliedros em blog https://adriartessempre.blogspot.com/2018/08/design-e-geometria.html.
    2. Pedido de material necessário à aplicação do projeto:

    • Papel cartão branco (1 folha)
    • 2 folhas de cartolina branca
    • Canetinha preta
    • Lápis de cor
    • Canetinhas coloridas
    • Tintas e pincéis (opcionais)
    • Letreiros

    3. O trabalho será feito em grupos de até 6 elementos.
    4. O papel cartão será utilizado para a confecção da embalagem de um produto criado pelos grupos de alunos mediante escolha de um poliedro que dará forma à embalagem.
    5. Após a criação da embalagem os alunos farão um cartaz publicitário ressaltando o produto criado através de um “slogan”.
    6. Cartaz contendo o sólido planificado com seu nome correto e tabela com:
    • Nº de faces
    • Nº de arestas
    • Nº de vértices
    7. Exposição dos trabalhos nas dependências da escola.

    Trabalhos dos alunos dos 9ºs anos (E.E. Papa João Paulo I)